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A renda fixa não morreu: saiba mais sobre tesouro direto

Diversificar é essencial e alocar parte dos seus recursos em renda fixa é importante, principalmente para compor uma reserva de emergência

Com a queda que tivemos na taxa Selic nos últimos anos e o crescimento do número de investidores em renda variável, muito se questionou se investir em renda fixa ainda valia a pena. Teve quem declarou a morte do investimento. Mas não é bem assim. Diversificar é essencial e alocar parte dos seus recursos em renda fixa é muito importante, principalmente para compor a famosa e necessária reserva de emergência. É preciso ter uma boa quantia em um investimento com liquidez e o tesouro direto pode ser uma boa opção para o investidor.

Não à toa, é um dos investimentos mais famosos do Brasil e uma das formas mais populares de se investir em títulos do governo federal. Hoje vou contar um pouco mais sobre o tesouro direto.

Antes de mais nada, é importante deixar claro o que são os títulos públicos. O tesouro direto, na verdade, não é um título para você investir, é um programa e, dentro deste programa, existem títulos, os famosos títulos públicos, que são emitidos pelo Tesouro Nacional - o órgão que faz a gestão da dívida pública do Brasil. Eles são emitidos como uma dívida e tem por objetivo financiar as atividades do governo, como educação, saúde, projetos de infraestrutura.

Segundo dados da Anbima, de maio de 2021, os principais detentores de títulos públicos federais são instituições financeiras, fundos de investimento, previdência, não residentes, governo, seguradoras e outros.

Os títulos públicos, no geral, não são necessariamente do programa a do tesouro direto, até porque ele foi criado só em 2002, antes disso já existiam os títulos públicos no mercado, mas o tesouro nacional naquele ano fez uma parceria com a B3 e criou o programa do tesouro direto. O objetivo desse programa era democratizar acesso aos títulos públicos por pessoas físicas via internet. Naquela época, pouca gente tinha acesso a esse tipo de investimento, por mais básicos que pareça hoje em dia.

A iniciativa teve resultado, tanto que em junho de 2021, segundo a Anbima, os jovens foram quem mais compraram títulos do tesouro direto: 35,9% das compras foram feitas por pessoas de 26 a 35 anos e 66,2% das operações foram de até 1 mil.

Dentro do tesouro direto existem basicamente 3 tipos de títulos, com algumas variações.

1) Tesouro Selic

O Tesouro Selic paga a variação da Taxa Selic, como o próprio nome diz. Se a Selic está numa tendência de alta, como a gente se encontra agora, esse título pode ser beneficiado, já que a variação da Selic vai subir ao longo do tempo e o investidor ganharia mais no período que ele investiu neste título.

Portanto, trata-se de uma opção pós-fixada, cuja rentabilidade acompanha as movimentações da taxa Selic e acaba oferecendo rendimentos um pouco maiores, pois acompanha 100% da taxa. Além disso, a alta liquidez é outro grande atrativo do investimento, que tem se tornado, cada vez mais, uma opção interessante para manter a reserva de emergência.

2) Tesouro prefixado com e sem pagamento de juros semestrais

Os títulos prefixados têm taxas fixas e apresentam prazos e rendimentos distintos. Por ter essa taxa de juros fixada previamente, é possível ao investidor calcular exatamente quanto receberá no vencimento do título.

Quando tem pagamento de juros semestrais, não é necessário esperar até a data do vencimento para receber os rendimentos, os juros serão pagos a cada seis meses na conta de investimento. É interessante para quem busca uma renda passiva nesta periodicidade.

3) Tesouro IPCA+ com e sem pagamentos de juros semestrais

Com os títulos indexados à inflação, o IPCA +, você vai receber a variação do IPCA conforme ficar investido no título, mais uma taxa fixa. Chamamos esse título de híbrido, já que é a junção de dois tipos de remuneração, o pós e a prefixada. Em junho de 2021, segundo a Anbima, 43,4% dos títulos do tesouro direto vendidos foram indexados à inflação.

Existem diversos prazos de vencimento dos títulos, por isso o investidor pode optar por aqueles que mais se adequam aos seus objetivos. Assim como os títulos prefixados, o Tesouro IPCA pode ser com ou sem juros semestrais. Mas, como acompanham a inflação, esses títulos costumam ser utilizados para planos de maior prazo.